Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Foi uma das maiores catástrofes que a Madeira conheceu.

Antes e depois deste existiram outros, todavia devido à sua dimensão, danos físicos e materiais ficará para a história como um dos mais inesquecíveis.

O facto ficou a dever-se à intensa chuva que caiu pela manhã em toda a ilha, ou seja, o concelho do Funchal não foi o único afectado,

Embora com menor número, Machico, Santa Cruz, Campanário, Ribeira Brava e Calheta também registaram grandes estragos.

Em relação ao Funchal, a pluviosidade constante e intensa galgou ribeiras e, no caso da Ribeira de João Gomes rebentou em três diversos pontos.

O bairro de Santa Maria Maior foi um dos mais atingidos, sendo o cálculo de 200 mortes só nesta área.

 Zonas mais afectadas:

- Ribeira de João Gomes

- Bairro de Santa Maria Maior

- Igreja de Nossa Senhora do Calhau (ficava na margem esquerda da ribeira de João Gomes, entre a Rua de Santa Maria, Rua Nova de Santa Maria. foi erguida por volta de 1430, na altura com espaço apenas para 8 a 10 pessoas). Ficou de pé apenas a capela-mor que se manteve como lembrança do acontecimento. Em 1935 foi demolida parte da igreja e foi construído o mercado União, que foi destruído para o alargamento da rua que ali passa.

- Ribeira de Santa Luzia

- Ponte do Bom Jesus

- Rua dos Tanoeiros

- Rua Direita

- Rua Valverde

- Rua de Santa Maria

- Rua do Hospital Velho

 O número de baixas não está claro: há quem aponte 600, outros indicam 1000 os indivíduos mortos ou desaparecidos.

Os desalojados foram abrigados em edifícios públicos e privados.

Como depois de qualquer catástrofe, impunha-se uma reconstrução, sendo que o encanamento das ribeiras era o passo prioritário. Foi neste sequência que o governo central enviou à Madeira o brigadeiro Reinaldo Oudinot. Segundo Fernando Augusto da Silva

 

“ Revelou a maior competencia no desempenho do cargo em que fora investido e nele desenvolveu uma pasmosa actividade, conseguindo num período relativamente curto de tempo fazer o encanamento das três ribeiras que atravessa o Funchal ”

 

A história de qualquer cidade passa por alterações arquitectónicas ou toponímicas não só devido à sua época, costumes e habitantes mas também devido às (re)construções resultantes de catástrofes naturais.

 

Bibliografia consultada:

SILVA, Fernando Augusto da; MENESES, Carlos Azevedo de – Elucidário madeirense. Funchal: Direcção Regional dos Assuntos Culturais, 1998. Edição fac-similada da edição de 1940-1946. Vol.1, p.54-56.

 



publicado por BMFunchal às 01:01
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