Domingo, 29 de Julho de 2007

 

 

Diário de Notícias, 17 Jan. 1960. P.3



publicado por BMFunchal às 16:59
Sexta-feira, 27 de Julho de 2007


publicado por BMFunchal às 12:01
Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

(…)

A sua [Ilha da Madeira] situação geográfica, a sua localização no Atlântico Norte, faz com que a ilha seja uma ponte de passagem para os paquetes das carreiras de navegação do norte da Europa que, dirigindo-se para a América do Sul e África Ocidental e meridional, no porto do Funchal se abastecem com superabundância de subsistências e carvão de pedra. Nessa demora, mais ou menos curta, dos navios que abicam à Madeira como ponto de escala, os viajantes deslumbrados pela visão maravilhosa da ilha não mais a esquecem e vão apregoando as suas belezas nas terras para onde o destino os conduz.

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publicado por BMFunchal às 16:31
Sábado, 21 de Julho de 2007

Nasceu no Funchal, Madeira, em 9 de Setembro de 1913. Viveu na ilha até aos 11 anos, após os quais foi para Lisboa.

Foi oficial do exército, profissão através da qual conheceu Macau e África.

 

A propósito das obras A velha e o barco e O homem que comia névoa, David Mourão Ferreira, escreve:

 

 (…) os contos de Ernesto Leal constituem quase sempre, não só condensados e preciosos documentos de natureza etnográfica ou costumbrista, mas também conseguidos artefactos de ordem literária, em que as qualidades de observação e análise, de transposição e de síntese vão de par com a fragrância das atmosferas, a economia das descrições, a naturalidade dos diálogos. Mas não menos importante, em tais contos, é a carga de crítica social que deles se desprende sem que o autor tenha necessidade de directamente intervir.

 

Além da bibliografia infra-referida, poderá ainda encontrar nas obras mencionadas de Nelson Veríssimo dois contos: um excerto de O homem que comia névoa e o conto: Tio, ilha, anonas e estrelas. Este último foi traduzido por Alberto Taddei e está incluído na antologia organizada por António Fournier: Nostalgia dei giorni atlantici. Leia a tradução em  http://www.sagarana.it/rivista/numero21/n_nuovi3.html

Também extraído da obra: Em Jerusalém, o canalizador, poderá encontrar o conto: O resto da réstia na revista Islenha nº7 (Jul.-Dez.1990). p. 143-148.

 

Segundo António Fournier, o escritor morreu a 23 de Abril de 2005. Todavia, apesar dos nossos esforços na pesquisa pelos periódicos desta data, não encontramos qualquer alusão à ocorrência.

 

Bibliografia:

A velha e o barco (1960) - contos

O homem que comia névoa. Lisboa: Europa-América, 1964.

Afonso III. Lisboa:Europa-América, 1970. Ler Prólogo

Em Jerusalém, o canalizador: contos. Funchal: Secretaria Regional do Turismo, Cultura e Emigração, DRAC, 1991. Ler conto

Morangos silvestres e professores doutores: ou a moeda, retrato do homem em corpo inteiro (1979).

Ernesto Leal, do Funchal. Islenha nº23 ((Jul-Dez.1998). p.209-212.

Blé-blé de boca. Islenha nº 17. (Jul.-Dez.1995). p.123-125.

 

Bibliografia consultada:

 

VERÍSSIMO, Nelson - Narrativa literária de autores da Madeira século XX: antologia. Funchal: Secretaria Regional do Turismo, Cultura e Emigração, DRAC, 1990. p.150-164.

VERÍSSIMO, Nelson, org. – Contos madeirenses. Porto: Campo de Letras, 2005. p.145-153.

FERREIRA, David Mourão – Portugal, a terra e o homem, II V., 2ª série. Lisboa, 1980.

 

 



publicado por BMFunchal às 16:40
Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

A propósito do nosso post “Minha terra revisitada II”, poema de Dalila Teles Veras recebemos um e-mail da sua autora que merece um reparo público. De facto, além da citada referência bibliográfica, este poema também poderá ser encontrado na obra, da sua autoria e ofertada por si à BMF, À janela dos dias: poesia quase toda.

 

Agradecemos publicamente à autora quer pelo reparo quer pela oferta desta e de outras obras.

 

Aproveitamos também para publicamente agradecer a todos aqueles que fizeram doações a esta instituição e, desta forma, contribuíram para um fundo documental que se pretende actualizado. Só assim estaremos a ir de encontro às necessidades dos nossos leitores.

 

Lamentamos ainda não ter o espaço ou os serviços que todos eles merecem.



publicado por BMFunchal às 23:36
Sexta-feira, 06 de Julho de 2007

A edição de Alguns olhares de Virgílio Pereira merece uma nota neste espaço.

 

Homem de política, regional e europeia, neste seu primeiro livro, dividido em duas partes, apresenta-nos na primeira algumas histórias e vivências pessoais a que ele chamou “Alguns olhares introdutórios”.

Na segunda parte dá-nos a conhecer uma “Colectânea de escritos” de um período de sete anos (1999-2006), em que deambulando por entre “Assuntos Diversos” nos fala também de Política Internacional, Nacional e Regional. 

 

Tivemos o prazer de ser convidados para o lançamento da obra deste professor, que teve lugar no Quartel dos Bombeiros Voluntários Madeirenses, no dia 27 de Junho de 2007.

 

Virgílio Pereira, como presidente da Câmara Municipal do Funchal, foi um marco indiscutível de rectidão, consciência social e humana. Como afirmou Albertina Henriques na sua apresentação, um inquérito de rua mostra que o escritor ainda é uma referência para a maior parte dos cidadãos funchalenses.

 

 

 

Excerto de um desses “Olhares”:

 

Doce ilusão

 

Há muita gente neste País que se deixou anestesiar civicamente pelas facilidades de crédito que a Banca concede para uma multiplicidade de fins, de entre os quais saliento a compra de habitação, a aquisição de automóvel, de mobiliário, de electrodomésticos, de viagens e de outras coisas mais.

Deslumbra também muita gente a facilidade de se tirar dinheiro de uma máquina, com um simples cartão, bem como a de aproveitá-lo para diversas funções.

E, a par de todas estas delícias, tem-se a sensação de que o Banco empresta dinheiro com juros baixíssimos.

Há, por isso, muita gente que não deita contas à vida, nesta sociedade de consumo, e que se endivida até à medula.

Longe vá o agoiro, mas creio que muitos se vão assustar, se se confirmarem as previsões de alguns economistas e financeiros, europeus e mundiais, de que o holandês senhor Wim Duisenberg, Presidente do Banco Central Europeu, virá anunciar, nos finais do primeiro trimestre do ano 2000, depois de uma reunião dos 15 governadores dessa Instituição da União Europeia, nova subida de taxas de juro. mesmo que seja, novamente, de meio ponto percentual. (…)

PEREIRA, Virgílio –Alguns olhares. [Funchal]: O liberal, [2007]. p.61

 

 

Importa também referir que esta obra foi hoje apresentada publicamente no auditório da FNAC.



publicado por BMFunchal às 03:47
Domingo, 01 de Julho de 2007

 

Nasceu na freguesia da Sé a 10 de Outubro de 1915. Segundo Luís Peter Clode, terá nascido um ano antes.

Filho de António Soares de Passos e de D. Amélia Capitolina Machado Pacheco Soares de Passos; irmão do Padre Emanuel José Freitas de Passos e de Isaura dos Passos Jardim, esposa de Alberto Figueira Jardim.

Frequentou o antigo  Liceu do Funchal até ao 5º ano.

 

Recebeu uma menção Honrosa nos jogos florais, promovido pelo Ateneu Comercial do Funchal, com o “Poema  Filosófico”, no ano de 1946.

 

A convite da Academia de Música da Madeira, adaptou para Português umas Lieder da música de Brahms apresentadas no Teatro Municipal do Funchal a 29 de Março de 1949. (Ler artigo de Luís Marino – “Adaptação poética livre de alguns Lieder de Brahms”)

 

Pertenceu à “Tertúlia Ritziana” (Ver neste blog o post The Ritz) da qual também faziam parte Jorge de Freitas, António Aragão, Herberto Hélder, Carlos Cristóvão, entre outros. Deste grupo nasceu a colectânea de poemas: Arquipélago.

 

Foi funcionário da Câmara Municipal durante 37 anos, vindo a reformar-se aos 57 anos. Segundo Fátima Dionísio, terá trabalhado na biblioteca/nesta instituição.

 

Foi sócio da Sociedade Portuguesa de Escritores.

 

Ofertou a sua colecção à Biblioteca Municipal do Funchal, aproximadamente 8000 obras que, ainda que organizada por este e por ordem numérica, necessita de tratamento técnico. Pelo facto, infelizmente, ainda não a podemos disponibilizar ao público.

 

Desta colecção pessoal, além de obras sobre a ilha, destacamos o trabalho minucioso de recolha, selecção e colagem de artigos de jornais ou transcrições dactilografadas dos mesmos.

 

Destaca-se a compilação de vários autores madeirenses, organizada em pequenos cadernos. Lamentavelmente, este trabalho fica um pouco incompleto, uma vez que parte dos volumes compilados não menciona a fonte de onde foram recolhidos.

 

Segundo Fátima Pitta Dionísio que privou com o escritor, este terá falecido a 10 de Outubro de 1989, embora a nossa pesquisa efectuada nos periódicos só tenha referenciado o seu falecimento 5 dias após a sua morte, num artigo da mesma autora. Ler aqui.

 

Ler artigo de João Luís Goes - “Florival de Passos, um poeta nato”

 

Bibliografia

Obras editadas:

Para além…: sonetos. Funchal: Edição do Autor, 1942.

Poemas do meu pecado: versos. Funchal: Edição do autor,1943.

Alpendre: sonetos e poemas. Funchal: Edição do Autor, 1946.

Dentro do meu silêncio. Funchal: Edição do Autor, 1947.

Reflexos. Funchal: Edição do Autor, 1952.

 

 

Segundo Luís Marino, Florival de Passos deixou os seguintes inéditos:

 

Cantigas,1929

Névoa,1931

Segredo,1933

Estrela de alva,1933

Princesa misteriosa,1935

Gotas de água,1936

Adágio,1942

Remorso,1943

Ideal bendito,1943

Viagem fantástica,1944 (Ler poema homónimo)

Palavras azuis, 1944

Escravo,1945

Perdão,1953

Rebate, 1958

Duas mulheres: peça em 3 actos,1938  (Ler até p. 18)

Vida errante: peça em 3 actos,1939

Deserto: peça em 3 actos, 1940

Mentiras e verdades: peça em quatro actos,1942

Quermesse,1956

A poesia do Dr. Manuel Silvério Pereira, 1957

Como eu vejo a poesia,

 

Além das obras referidas, encontramos também no seu acervo artigos dactilografados e manuscritos de obras não publicadas:

 

Carta aberta ao poeta Silvério Pereira, 1954.

Sonetilhos e poemas, 1952.

A flor da serra, s.d.

Para além…edição abandonada, 1940.

Os meus versos completos: sonetos, 1952.

Os meus versos completos: poesias diversas, 1952.

Poema do sonho, da dor, e do desencanto, 1941.

Colectânea de Poemas, s.d.

Velhos sonetos de amor: sonetos, s.d.

Honra: peça em dois actos, s.d.

Os Rebeldes: comédia em um acto, s.d.

A laranja do Califa: fantasia oriental: comédia em dois actos, s.d.

Louvores poéticos à Ilha da Madeira: colectânea, s.d.

 

 

Bibliografia:

MARINO, Luís – Musa Insular: poetas da Madeira. Funchal: Eco do Funchal, 1959. P.586-589.

DIONÍSIO, Fátima Pitta – Coordenadas da poesia de Florival dos Passos. Islenha nº8 (Jan.-Jun.1991) p.111-115.

DIONÍSIO, Fátima Pitta –Requiem por Florival dos Passos. Diário de Notícias-Madeira, 15 Out. 1989,p.8.

CLODE, Luís Peter – Registo bio-bibliográfico de madeirenses: sécs XIX e XX. Funchal: Caixa Geral de Depósitos. P.357



publicado por BMFunchal às 19:34
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