Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Luís Marino, nome literário de Luís Gomes da Silva nasceu na freguesia da Sé, Funchal, a 3 de Março de 1909. Filho de António Gomes da Silva e de D. Júlia dos Santos Silva.

De 1924 a 1969 foi empregado na Indústria dos Bordados da Madeira.

 

Esteve ligado ao jornalismo. Escreveu inicialmente para o semanário O fixe, e, posteriormente, foi secretário e depois redactor do semanário A Madeira nova (1932-1935). Colaborou com os periódicos: A Voz da Madeira; Comércio do Funchal; Eco do Funchal; A Ilha; O Povo; O Jornal; Re-nhau-nhau; O Bombeiro; Diário da Madeira; Almanaque Madeirense entre outros.

 

Em 1938 foi laureado com Menção Honrosa no Concurso de Quadras Populares, organizados pela revista “Cultura e Recreio”, de Lisboa.

Em 1941-42 obteve três Menções Honrosas nos Jogos Florais da Madeira, organizados pelo jornal “Eco do Funchal”.

Em 1946 repetiu a proeza, desta feita nos Jogos Florais organizados pelo “Ateneu Comercial do Funchal”, com “O pobre e o rico”.

Em 1950 e 1960 recebeu Menção Honrosa e Primeiro Prémio nos Jogos Florais dos Açores, promovidos pelo “Clube Asas do Atlântico”, poemas que foram radiodifundidos pela Emissora de Santa Maria.

Em 1951 ganhou o primeiro prémio nos Jogos Florais de Portugal, promovidos pela “Propaganda Turística Portuguesa” de Lisboa. Esses versos foram declamados por João Villaret (ouça alguns dos seus albuns na Fonoteca Municipal) e radiodifundidos pela Emissora Nacional em 31 de Outubro desse ano.

 

 

Foi homenageado no dia 2 de Outubro de 1984 pelo Secretaria Regional do Turismo e Cultura. O seu estado de saúde não lhe permitiu estar presente, pelo que foi entregue à sua esposa Maria José de Freitas Silva. 

 

O seu nome figura no livro Dicionário de Escritores e Artistas Portugueses Contemporâneos.

 

Poderemos afirmar com convicção que o seu maior contributo para a literatura madeirense foi, certamente, a selecção bio-bibliográfica de 372 poetas madeirenses, desde o séc. XV à data de edição da obra.

Veja o índice da obra.

 

Além da avultada investigação, dos seus trabalhos jornalísticos e da escrita de diversos poemas, prefaciou a obra de Noé Pestana, Noite sem lua.

 

 

Segundo Roberto Telles,

 (…)Luís Marino, na transparência da sua linguagem, reflecte os anseios de uma alma sedenta de luz e de paz interior. Um poeta, enfim, da insularidade, da solidão e da saudade – tal como os bordados madeirenses, desde Medina, a Álvares de Nóbrega, e de Cabral do Nascimento a Brito Câmara. (…)

 

Faleceu a 12 de Julho de 1996, segundo a sua Certidão de Óbito e foi sepultado no Cemitério de São Martinho dois dias após.

 

A propósito do autor, Fátima Dionísio escreve, “Apesar de justamente reconhecido e homenageado, além de acarinhado por todos quantos do seu trabalho beneficiaram, não recebeu o prémio que lhe era devido enquanto pioneiro de uma “História Literária da Madeira” por fazer e a que o Visconde do Porto da Cruz e o Pe Fernando Augusto da Silva, nos meados do século, e actualmente, os historiadores Rui Carita e Nelson Veríssimo, deram impulsos de mérito. (…) Possam os responsáveis pela cultura na Região aquilatar do real valor das suas obras, editando-as, numa talvez última e merecidíssima homenagem ao espírito de responsabilidade e dedicação com que as produziu”.

 

Actualmente a BMF possui um vasto conjunto de obras de Luís Marino, como poderá constatar na bibliografia abaixo mencionada, disponibilizadas para consulta e provenientes de aquisições e doações de alguns nomes sonantes da literatura madeirense, tais como Fátima Pitta Dionísio e Florival de Passos.

 

De referir também a valiosa colecção de 16 volumes (inéditos) intitulada Panorama literário do Arquipélago da Madeira. (textos dactilografados) que se encontra na Biblioteca Pública Regional da Madeira.

 

Ler alguns poemas aqui.

 

Bibliografia

 

Revoada de sonhos. Funchal, 1932.

Cardos e papoilas. Funchal, 1944 (Prefácio Jaime Vieira Santos)

O Cego: conto. Funchal, 1944.

Pobre e o rico. Funchal, 1950.

Vultos bíblicos: versos. Funchal: Ed. Eco do Funchal, 1955.

Ilhas dos amores: poesias alegóricas à Madeira. Funchal, 1957

Musa Insular: poetas da Madeira. Funchal: 1960 (Prefácio Jaime Vieira Santos, capa de Max Römer)

O filho pródigo: parábola em verso e Poesias alegóricas aos Açores. [Funchal]: Eco do Funchal, 1960.

Poemas da ilha. Funchal: s.n., [1975]

História antiga: poema, Funchal: 1975

O Canto do Cisne: Poemas. Funchal: Tipografia Minerva, s.d.

Desencantamento. Funchal: s.n, s.d.

Descendo o Parnaso

Resplendor celeste: Poemas. Funchal: s.n ,s.d.

Bolas de Sabão: Poemas: Funchal: Edição do Autor, s.d.

Dr. Augusto Elmano Vieira: o homem e o literato

Musa satírica

Páginas de memória: uma lacuna nas "Obras completas de Guerra Junqueiro: como o

monólogo dramático "O náufrago" aparece na Madeira

Lapsos literários"errare humanum est"

Asas…:poemas. Funchal: Eco do Funchal, s.d.

Nos meandros da vida…Funchal:s.d.,s.n.

Cantorias. Funchal: sl,s.n.

Natal. [Funchal]: Eco do Funchal, 1954.

 

 

Na sua obra: Descendo o Parnaso, podemos ler uma lista de algumas obras por publicar.

 

Ponta do Sol na Ilha da Madeira (prefácio de Alberto Figueira Gomes)

Panorama literário do Arquipélago da Madeira (Dicionário bio-bibliográfico de 16 Vols)

Os esquecidos (Colectânea)

Miscelânea (Páginas de Jornalismo)

Adenda a Musa Insular

Poetas da nossa terra

Galeria bibliográfica

Poetas humorísticos e satíricos

Nótulas bibliográficas (Referências literárias)

Plágios, imitações e coincidências

Temas literários (4 vols.)

Memórias

Manuel Ferreira Rosa e a sua Obra Poética

Francisco da Silva Júnior - o Romântico e o Satírico

A indústria dos Bordados da Madeira (Um pouco da sua história)

Descontentamento ( Poema)

 

 

Bibliografia consultada

 

Diário de Notícias. 3 Out. 1984. p.1,6.

DIONÍSIO, Fátima Pitta – Pai da investigação literária madeirense: no pensamento de Luís Marino. Diário de Notícias, 17 Julho 1996. p.12

Jornal da Madeira. 3 Out. 1984. p.1,4,7.

MARINO, Luís – História Antiga. Funchal: Edição do Autor, [1975].

TELLES, Roberto – Cartas de Lisboa. Jornal da Madeira. 3 Out., 1984. p.4

VERÍSSIMO, Nelson – Um divulgador dos escritos madeirenses. DN Revista. 12 Setembro 1993. p.17

 



publicado por BMFunchal às 22:05
Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

(...)

A entrada da cidade

onde fizeram o cais,

á direita está o Pilar

onde botam os sinais.

Á frente vai o caminho

do porto atravessado,

que vai ter direito à praça,

ao açougue e ao mercado.

À esquerda ‘sta linda obra

(‘sta feita à vontade minha)

basta ela ter o nome

praça da nossa Rainha.

Ávante tem cinco fontes

mesmo pela natureza;

em cima delas está

Palácio da Fortaleza.

Está muito bem construído

com as suas bocas ao mar;

é aqui a residência

do Comando Militar.

Á direita as Obras Públicas

onde há senhores de bem,

mas trabalhos do Estado

bem poucos o Norte tem.

Mais àvante está o Passeio

colocado mesmo em frente,

onde se vê a passear

muita  pessoa decente.

Á esquerda está o jardim

que é o recreio do Funchal,

foi feito pela Senhora

Câmara Municipal.

Na frente tem o Teatro

na mesma localidade,

é um edifício bonito

que dá importância à cidade.

Á direita está a Sé,

a casa da oração,

onde a gente vai orar

p´ra tratar da salvação.

A igreja é nossa mãe

na portuguesa nação.

Está em frente do Passeio

esta bela Catedral,

mais adiante se encontra

o Banco de Portugal…

Entre as casas do Estado

e da Câmara Municipal,

há outras mais importantes

do comércio do Funchal

O primeiro negociante

que é homem muito feliz,

tem a sua casa em frente

do Largo do Chafariz.

O nome deste senhor,

deste nobre cidadão,

está escrito em sua casa

num renque de guarnição.

Sabemos na nossa ilha,

sabem todos em geral,

que é a “Casa Portuguesa”

a “Grandela” do Funchal.

Nos seus enormes depósitos

tem força de capitais,

de fazendas estrangeiras

e também nacionais,

desde o pano cru do pobre

até aos finos diagonais.

E quem comprar nesta casa

pode ter toda a certeza

que encontra fazenda fina

de extrema baratesa;

é p´lo pessoal tratado

com toda a delicadeza,

quer seja pessoa nobre

ou quer seja camponesa.

É por isso que esta casa

com enorme freguesia,

armazéns e pessoal

aumenta de dia a dia.

E então centos d´adelos,

que correm a ilha inteira,

fornecem-se n´esta casa,

a primeira da Madeira.

Temos o “Bazar do Povo”,

poucos passos adiante…

loja de quinquilherias

é esta a mais importante.

Entrar no estab´lecimento

tão belamente sortido

é, sim, da gente ficar

mesmo com queixo caído.

E pela escada-caracol,

quem subir ao outro andar

é que vê maquinismos

tudo ali a funcionar:

máquinas de tirar retratos,

outras máquinas de cortar,

umas de imprimir livros

e outras de perfurar.

artigos ali em depósito

não se pode numerar.

P´ra se poder descrever

o que ali vai em cabedal

era preciso um bom livro

muito maior c’ um missal.

É, assim, o “Bazar do Povo”

o que mais fregueses tem

porque vende mais barato

servindo a todos bem.

Nunca havíamos de pensar

dentro da nossa cidade

haver iluminação

por meio d´electricidade,

que hoje está funcionando

com rica claridade!

Até o povo do Norte

está todo mais contente,

devido à Senhora Câmara

e ao ilustre presidente.

Câmaras assim, meus senhores,

com boa administração,

tendo bons vereadores

importância à ilha dão

e ganho aos trabalhadores.

E as freguezias visinhas

ficam com amior valor;

São Pedro e Santa Luzia

e Santa Maria Maior

e as outras freguesias

que lhe ficam ao redor…

E ainda não falámos

num jardim de maravilha,

que é a floresta do Monte

a Sintra da nossa ilha;

o Monte está num jardim,

tem ali belos recreios

com calçadinhas bem feitas,

com bancadas e passeios.

Até o largo da Fonte,

onde está Nossa Senhora,

foi transformada de novo,

ficando mais belo agora.

Mas a esta freguezia

o que lhe dá maior valor

é a simpática companhia

do Comboio-Elevador.

Meus senhores, na verdade,

aquilo é um grande invento!

Estar a gente na cidade

e ir ao Monte num momento!

Foi p´ra nossa ilha inteira

um grande melhoramento!

Tem toda a nossa Madeira

muito encanto e boniteza

tanto em muitas obras d’ arte

como nas da Natureza.

Medidas pelos antigos,

por gente de entendimento:

tem nove léguas de largo,

dezoito de comprimento.

Eu quero lá explicar;

os senhores notem bem:

freguesias quarenta e oito

que a nossa Madeira tem;

todas as quarenta e oito

por elas eu já passei;

o norte apenas tem doze

e o Sul tem trinta e seis.

O mais alto desta ilha

é a montanha mui forte,

é o alto do Pico Ruivo

que divide o Sul do Norte.

Agora vou terminar

que julgo não ser preciso

dizer mais, p´ra demonstrar,

que a Madeira é um paraíso.

 



publicado por BMFunchal às 22:00
Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Minha terra revisitada II

 

“Outra vez te revejo,/ Cidade da minha infância pavorosamente perdida…/Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui…”

Lisbon Revisited - Álvaro de Campos

 

Outra vez, Funchal

eis-me aqui, aliciadas à tua luz

desenhada em teus contornos

mesclada às pedras de tuas ruas

cantando na voz da tua (minha) gente.

Estamos mais velhas

e a idade deixa-te mais bela

debaixo dessa luz lilás que muda, muda

ao entardecer desta tarde de quase Outono.

Esta luz, esta luz, esta luz

Feitiço, centopeia de mil patas

em minhas noites insones e febris.

estamos mais velhas, eu mais triste

(minha tez escureceu em climas tropicais…)

ramagem cobrindo muros da infância

Avara, mordo tua presença

pero verde, já sabendo a saudade

e sei que não há lógica neste amor

- os poetas são sempre ilógicos.

não se ama a própria mãe simplesmente por ser mãe

mas pelos símbolos que nos cravou

marca indelével de amor e posse.

Outra vez Funchal

a centelha arde e cintila

avermelhando as marcas e os signos.

A tua luz é teia que enleia

caleidoscópio enlouquecido

em cortejo de arco-íris.

E vejo-me outra vez

a correr entre papoulas e trigais

Saloia sem bandeira nem divino

fascínio, de sangue e ouro.

Eis-me aqui, como Pessoa

sonhando outra vez…

 

VERAS, Dalila TelesMadeira: do vinho à saudade. Funchal: José António Gonçalves, 1989. p.14.



publicado por BMFunchal às 03:51
Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

CIDADE FUNCHAL

 

Minha noite assombro, meu dia acordado

gene do meu canto, voz inicial,

minha paz, meu grito, meu lar desejado

memória de funcho tornada Funchal.

 

Aroma distância, cor jacarandá

cidade da ilha, umbrais a sonhar.

Desejo em promessa que o amor me dá

na curva do abraço que a terra dá ao mar.

 

Não quero dizer-te

palavras à toa

tão loucas cantigas

que o canto me doa.

Mas quero que saibas

por me ouvir cantar

ó minha cidade,

que te sei amar!

 

Teu olhar-janela ao sol oferecido

miradouro d’ astros, pedra-coração.

Teu rosto-mosaico em verde embutido

-retrato que trago de recordação.

 

De noite improviso de estrelas caídas

de dia moldura de frias rotinas.

Com poeira d’ouro de esp´ranças moídas

recomponho a talha das tuas esquinas.

 

O pé dentro d’ água, o peito no vento,

um cesto de flores, um braço na serra…

Deus queira que os homens que amam a tempo

descubram teu corpo de sol e de terra!

 

 

_________

 

Ruas do Funchal

 

Assinatura do tempo

Rua de Santa Maria,

travessas desta cidade

do Descanso e da Saudade

Rua Nova da Alegria.

 

Ruas do Til e dos Louros

varadouros do olhar.

Rotas certas sem desvios

onde os olhos são navios

à espera de ir ter ao mar.

Rampas de fogo e arrojo

donde se lança o luar.

 

Ruas ao jeito

do meu peito

curvas, volúpias no espaço,

ruas sofridas

percorridas

ruas cansaço

do meu passo.

Ruas garridas

compridas

perfumadas

apertadas

na força do meu abraço.

 

Verdes quintas sonolentas

no silêncio dormem nuas.

Maravilhas, Jasmineiro,

Ilhéus…E em cada canteiro

respira o corpo das ruas.

 

Cheiro a lilás e orquídea

Caminho Velho da Ajuda.

Atrás dos muros antigos

os quintais são os abrigos

da cidade que não muda.

Arca-mistério da infância

que a memória não ajuda.

 

Ruas que eu sinto

labirinto

das minhas fugas inventadas

ruas airosas

luminosas

ruas ousadas

apressadas.

Ruas silentes

ausentes

ansiosas

desejosas

do meu amor demoradas.

 

LUCÍLIA, IreneIlha que é gente. Funchal: Secretaria Regional do Turismo e Cultura, 1986. P.26-27, 69.



publicado por BMFunchal às 03:46
Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

FUNCHAL, ÉS MEU IRMÃO

 

Foi meu berço o Funchal!

Cidade-Mar, formosa, sem igual,

Com tanta rua antiga

Menos mal asseadas.

E os teus miradouros?

À noite fios de luz em estriga.

Em cada lugar lembra uma cantiga;

Flores às bateladas

Por espaldar tens belo anfiteatro

Onde te espreguiças, nobre Funchal,

Com graça natural,

Urbe cosmopolita,

- Porta de par em par p´ra toda a gente!

Quem te visita deseja voltar,

Porque ficou a amar

E no peito bem sente

Os mil atractivos deste rincão,

Forjados por artista genial

- Funchal, és meu irmão.

 

 

MELIM, Fernando deHorizontes ilhéus. Funchal: s.n., 1994. P.49.



publicado por BMFunchal às 03:26
Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

ZARCO

 

Não foste tu a nauta valoroso

Que descobriu a Ilha da Madeira?

Não foste tu, também, o ser ditoso,

Que aportou ao Funchal a vez primeira?

 

Di-lo que sim a História verdadeira,

Di-lo a glória real do Venturoso;

Afirma-o com orgulho a Pátria inteira,

O firmamento azul e o sol radioso!

 

Foste tu e só tu o nauta ousado

Que deu a Portugal mais uma filha,

- Este jardim à beira-mar plantado.

 

 

Foste tu e só tu, quem o desmente?

Não basta a comprová-lo a maravilha

Do Gama colossal e sua gente?...

 

 

 

MARINO, LuísIlha dos amores: poesias alegóricas à Madeira. [Funchal]: Editorial Eco do Funchal, 1957. p.2



publicado por BMFunchal às 03:12
Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

 HUGHES, T.M. - The Ocean flower; a poem. London:Longman, Brown,Green, and Longmans, 1845. P.133

 

 



publicado por BMFunchal às 03:06
Terça-feira, 15 de Maio de 2007

 

Este edifício serviu a população durante muitos anos. Foi aberto a 29 de Junho de 1840

e  esteve activo até 1940, altura da inauguração do Mercado dos Lavradores que juntou os vários mercados existentes até então.

Neste mapa do Funchal de 1910 poderá verificar a sua localização.

Ler mais aqui - pdf

 



publicado por BMFunchal às 22:25
Terça-feira, 01 de Maio de 2007

Nasceu no Funchal a 23 Junho de 1908 e faleceu em Lisboa, a 28 Janeiro de 1996.

É filho de Belchior de França e de Maria José Pacheco de França.

de 1924 a 1930 escreveu várias peças num acto para serem representadas por amadores na “Banda Distrital do Funchal”. Algumas dessas peças, como o drama “Mimi”, “O regenerado” e “Amor sem Deus” alcançaram grande êxito.

 

Escreveu romances e contos, mas foi talvez no drama aonde alcançou maior popularidade.

 

Trabalhou nos jornais “A ilha”;”Comércio do Funchal”, este último onde publicou as novelas: “Hora do chá”;”Os assassinos do amor”;” e no “Re-nhau-nhau” e colaborou nos periódicos: “O povo”; “Independência”;”A batalha”;”Esperança”;”Diário da Madeira”.

 

Foi para Lisboa em 1936 onde fez parte da redacção dos jornais: “A noite”;”Jornal da tarde” e “O século”. Chegou também a participar nos periódicos, entre outros, o “Diário popular”; Comércio das ilhas e” Panorama”.

 

João França viu a sua peça “O Zé do Telhado” estrear a 7 de Fevereiro de 1944 no Teatro Avenida onde esteve em cartaz durante 4 meses.

 

Morreu em Lisboa na sua casa na Rua Saraiva de Carvalho nº 235 a 28 de Janeiro de 1996. Uma pequena referência poderá ser encontrada no Diário de Notícias da Madeira de 3 de Fevereiro de 1996, p.6.

 

Ler entrevista

 

Ribeira Brava. Porto: Livraria Simões Lopes, [1953]

Romance de uma corista. Lisboa: Livraria Popular de Francisco Franco, [1956]

Histórias cínicas. Lisboa: Livraria Popular de Francisco Franco, [1958]

O Drama do bobo: três actos. Lisboa: Livraria Portugal, 1964.

A Ilha e o tempo: romance. S.l: Editorial O Século, [1972]

O emigrante. Lisboa, 1978

António e Isabel do Arco da Calheta: romance. Funchal, 1985.

Um mundo à parte, 1970

Mar e céu por companheiros: crónicas madeirenses. Lisboa, 1979

O prisioneiro do Ilhéu e outras crónicas. Funchal, 1994

Poema ilhéu: mar, terra, gente. Funchal, 1993.

 

Bibliografia consultada:

MARINO, Luís – Musa Insular: poetas madeirenses. Funchal: Editorial Eco do Funchal, [1959]. p.537.

 

Poderá encontrar outra informação sobre o autor em:

VERÍSSIMO, Nelson - Narrativa Literária de autores da Madeira: Séc. XX. Funchal: Secretaria Regional do Turismo, Cultura e Emigração, 1990. P. 118-130.

JANES, Emanuel – João França. Revista Saber. Funchal: Revista Saber. Nº 8 (Jun.2004). P.56-57. Edição Extra de Aniversário. ISSN 0873-7290.

VERÍSSIMO, Nelson, org. – Contos madeirenses. Lisboa: Campo de Letras, 2005. p. 103. ISBN 972-610-973-6.



publicado por BMFunchal às 23:53
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