Terça-feira, 17 de Abril de 2007

 

Octávio José dos Santos nasceu no Funchal a 17 de Janeiro de 1900.

É filho de José Anacleto dos Santos e de Maria Gomes dos Santos.

 

Formou-se em Teosofia pela Universidade da “Star” de Adyar e com o curso de Ciências Herméticas do Osírianum, de Luxor e é diplomado pelo Sage Institute of Science de Paris e pelo Science of Thought Institute de Chichester e possui o título de “Magister Artium et Philosophiae” da “Universidade da Ordem de Antares” de Trieste. No Funchal foi responsável por três cadeiras científicas: Trofologia, Mentalismo e Astrognose.

 

Viajou um pouco por todo o mundo, incluindo Ásia, América do Norte e América do Sul. 

 

Segundo Luís Marino.” É poeta e prosador original, requintadamente pagão, dotado de uma sensibilidade dionisíaca. É um eterno enamorado da beleza helénica, possuidor de um estilo inconfundível e singular.”

 

Assinou vários poemas com outros nomes, entre eles Príncipe da Arcádia; Cavaleiro do Cisne e Filósofo Y.

 

Publicou em vários periódicos regionais, dos quais:”Século 100”;”O Reino dos Génios”; “Sinfonia do Eu”;”Autoverdade”;”A cortesão do Palácio Petti”;”Polícia mental”; “O verdadeiro Colombo”;”O segredo dos Fakires”; “O testamento de um doido”;” Auto-expressão”;” Divino paraíso”;” Victória de Samatracia”;” Iokannan”;”Cavalgada heróica” são alguns.

 

Foi amigo íntimo de Horácio Bento de Gouveia participou numa tertúlia da qual também faziam parte Albino de Menezes, Manuel Ferreira Rosa e Abel de Abreu Nunes.

Participou na Revolução da Madeira (1931) e chegou a ser detido no Lazareto por afixar panfletos no café “Indiana”.

 

Em 1990 foi homenageado pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura.

 

O seu espólio (documentos pessoais e três colecções literárias de poesia e prosa) foi recentemente doado ao Arquivo Regional da Madeira por Maria de Lurdes Freitas Soares Abreu de Oliveira, onde poderá ser consultado depois do tratamento arquivístico. Ver mais informações em:

http://www.arquivo-madeira.org/item2_detail.php?lang=0&id_channel=23&id_page=200&id=62

 

 

Morreu a 4 de Junho de 1992. Segundo Tolentino Nóbrega, “O meu desejo é ultrapassar a esferal da realidade milenária e triste:/o alimento que se espera, /nem só de pão consiste. Ontem cumpriu-se o desejo de Octávio Marialva”

 

* Data do seu nascimento não está clara. Quer Luís Marino quer Fernando Augusto da Silva referem 1900, Fátima Dionísio, porém, acrescenta 1886, Tolentino de Nóbrega diz 1898, acrescentando que a data de nascimento constante no seu BI é 1920.  De facto não conseguimos confirmar a data de nascimento.

Tivemos a mesma dúvida quanto ao ano do seu falecimento. Fátima Dionísio aponta 1991. Encontramos, contudo, referência à sua morte no artigo do Diário de Notícias de 4 de Junho de 1991.

 

 

A obra dispersa de Marialva merecia uma compilação.

Na Biblioteca Municipal do Funchal encontrará bibliografia sobre o poeta. Entre outros:

 

O Bebedor de sangue. Funchal: Gráfica Madeirense, 1926.

Um heroi do século vinte. Funchal: Livraria Popular, 1926.

Religião da Beleza / 1º Vol.:Divino Parnaso. Funchal: Gráfica Madeirense, [1926].

Religião da Beleza : 3º Vol.:Iokanan ou o bailado de Salomé. Funchal: Gráfica Madeirense, [1926].

A Nova psicologia: ultimatum à morte: conferência realizada ao microfone do Posto Emissor Rádio Eddystone C.T.3.A.Q.da Beleza/ 2º vol. Vitoria de Samatracia.-45 p.

Natura medicatrix: conferência realizada ao microfone do Posto Emissor Rádio Eddystone C.T.3.A.Q.

Poema: O reino dos génios

Poema: o Duque de Windsor

Poema: Sinfonia do Eu

Poema: autoverdade

Poema: A cortesã do palácio Pitti

Poema: Mickey

O Mistério de invisível: novela isotérica. Funchal: Madeira Ed., 1927.

A Apoteose heróica. Funchal: Typ. "O Povo", 1928.

A Morte do cisne: poema sinfónico. Funchal: s.n., 1923.

O Caso do professor Zarok. Funchal: s.n., 1942.

 

Ler poemas aqui

 

 

Bibliografia consultada

MARINO Luís -  Musa Insular: poetas da Madeira. Funchal: Editorial Eco do Funchal, [1959]. p.468.

SILVA, Fernando Augusto da; MENESES, Carlos Azevedo de – Elucidário madeirense. Funchal: Secretaria Regional do Turismo e Cultura, 1998. p. 260.

DIONÍSIO, Fátima – Marialva e Pessoa: dois poetas convergentes no Orpheu. Islenha. Nº26 (2000), p. 83-88.

GOUVEIA, Odília – Arquivo Regional participa em congresso nacional. Jornal da Madeira. 21 Março 2007. Série II, ano LXXV, nº 23888. p.13 

NÓBREGA, Tolentino de – Octávio Marialva “desmente” a própria morte do Magister. Diário de Notícias-Madeira. Funchal: D.N., 5 de Junho de 1992. p.12

 

 

 



publicado por BMFunchal às 02:16

Foi uma das maiores catástrofes que a Madeira conheceu.

Antes e depois deste existiram outros, todavia devido à sua dimensão, danos físicos e materiais ficará para a história como um dos mais inesquecíveis.

O facto ficou a dever-se à intensa chuva que caiu pela manhã em toda a ilha, ou seja, o concelho do Funchal não foi o único afectado,

Embora com menor número, Machico, Santa Cruz, Campanário, Ribeira Brava e Calheta também registaram grandes estragos.

Em relação ao Funchal, a pluviosidade constante e intensa galgou ribeiras e, no caso da Ribeira de João Gomes rebentou em três diversos pontos.

O bairro de Santa Maria Maior foi um dos mais atingidos, sendo o cálculo de 200 mortes só nesta área.

 Zonas mais afectadas:

- Ribeira de João Gomes

- Bairro de Santa Maria Maior

- Igreja de Nossa Senhora do Calhau (ficava na margem esquerda da ribeira de João Gomes, entre a Rua de Santa Maria, Rua Nova de Santa Maria. foi erguida por volta de 1430, na altura com espaço apenas para 8 a 10 pessoas). Ficou de pé apenas a capela-mor que se manteve como lembrança do acontecimento. Em 1935 foi demolida parte da igreja e foi construído o mercado União, que foi destruído para o alargamento da rua que ali passa.

- Ribeira de Santa Luzia

- Ponte do Bom Jesus

- Rua dos Tanoeiros

- Rua Direita

- Rua Valverde

- Rua de Santa Maria

- Rua do Hospital Velho

 O número de baixas não está claro: há quem aponte 600, outros indicam 1000 os indivíduos mortos ou desaparecidos.

Os desalojados foram abrigados em edifícios públicos e privados.

Como depois de qualquer catástrofe, impunha-se uma reconstrução, sendo que o encanamento das ribeiras era o passo prioritário. Foi neste sequência que o governo central enviou à Madeira o brigadeiro Reinaldo Oudinot. Segundo Fernando Augusto da Silva

 

“ Revelou a maior competencia no desempenho do cargo em que fora investido e nele desenvolveu uma pasmosa actividade, conseguindo num período relativamente curto de tempo fazer o encanamento das três ribeiras que atravessa o Funchal ”

 

A história de qualquer cidade passa por alterações arquitectónicas ou toponímicas não só devido à sua época, costumes e habitantes mas também devido às (re)construções resultantes de catástrofes naturais.

 

Bibliografia consultada:

SILVA, Fernando Augusto da; MENESES, Carlos Azevedo de – Elucidário madeirense. Funchal: Direcção Regional dos Assuntos Culturais, 1998. Edição fac-similada da edição de 1940-1946. Vol.1, p.54-56.

 



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