Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

Nasceu em Câmara de Lobos a 23 de Novembro de 1887.

Filho de João Nunes Pereira e de Virgínia Cândida Hortência Pereira.

Estudou no Seminário do Funchal, onde participou na revista estudantil “Esperança”.

 

Foi também aluno do Liceu de Jaime Moniz onde mais tarde leccionou durante 18 anos.

 

Foi ordenado Presbítero em Lisboa, em 1913 e foi pároco nas paróquias do Campanário e da Quinta Grande.

 

Foi professor de Colégio do Bom Jesus e director do Colégio Lisbonense.

 

Em 1936 foi premiado em França num concurso de fotografia para amadores onde obteve a 53ª classificação.

 

Em 1955 recebeu o diploma de Sócio de Honra da Academia das Ciências, Letras e Artes da cidade de Cadiz, Espanha.

 

Pertenceu ao Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia.

 

Escreveu em vários periódicos entre eles: “Jornal da Madeira”; ”Diário de Notícias”; ”Diário da Madeira”; ”Das artes e da história da Madeira”; “Almanaques de lembranças madeirenses”; “Comércio da Madeira”.

Foi chefe de redacção da “Quinzena Religiosa”;”Madeirense” e “Boa Nova”.

 

Faleceu a 3 de Março de 1976 com 89 anos. Ler artigo.

 

Embora a sua vida tenha sido preenchida entre a escrita e os deveres sacerdotais, na sua maioria na formação dos jovens, foi como investigador da história da Madeira que ficou conhecido, sendo “As ilhas de Zargo” a sua obra mais emblemática.

 

 

Bibliografia:

 

 

Delenda est Cartago. Funchal: s.n., 1913.

Golpes. Lisboa: Aillaud e Bertrand, [1914]. Ler poemas.

Como se vence. Lisboa: Portugália Ed., 1926.

Ilhas de Zargo. 4ª ed. Funchal: Câmara Municipal do Funchal,1989.

Lenda histórica: piratas e corsários nas ilhas. Funchal: s.n., 1955.

Cristóvão Colombo: no Porto Santo e na Madeira. Funchal: Edição do autor, 1956.

Infante D. Henrique e geografia histórica das capitanias da Madeira. Funchal: s.n, 1962.

Notáveis achados históricos na Madeira. Funchal: Edição do Autor, 1974.

 

 

Alguns artigos da revista: Das artes e da história da Madeira.

 

Uma casa de Colombo em Porto Santo. V. 6, nº35 (1965).

Cristóvão Colombo no Porto Santo e na Madeira.

Recordações Históricas. Vol. 9, nº 39.

Recordações Históricas: O Infante D. Henrique, regedor da Ordem de Cristo. V. 7,nº 40.

Cristóvão Colombo no Porto Santo e na Madeira. V. 5, nº 25.

Anais do Município. V.1,nº5 (1951).

Joaquim Pestana. V.5,nº29 (1959).

Verdade histórica. V.1, nº6 (1951).

Lenda, tradição e história. Vários vols.

 

 

 

 

 



publicado por BMFunchal às 22:42
Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

Numa época em que as mulheres estavam arredadas do domínio público, a escrita era uma porta semi-aberta. Luísa Susana Grande Freitas Lomelino destacou-se,chegando a ser considerada o “Eça de saias”.

 

Nasceu em Portalegre (Alentejo) a 15 de Fevereiro de 1875. 

 

Segundo Luiz Pete Clode, “Embora nascida no continente, a madeira era para ela a sua terra adoptiva”. Quando uma amiga de Lisboa lhe escreve e pergunta: Quando voltas? Não te agarres. Tu és de cá, não és de lá… Luzia responde:

-Eu já mal sei donde sou. Como certas plantas em todos os terrenos deito raízes. Onde chego, julgo sempre que vou ficar. Sinto-me já amadeirada. Tenho o meu lugar em todas as mesas de “bridge”. Pertenço a todas as associações. [1]

 

Filha do Secretário-geral do Governo Civil do Distrito do Funchal, Eduardo Dias Grande e de D. Luís Ana de Freitas Lomelino, começou a ganhar o gosto pela leitura desde muito nova, porém na escrita só embarcou na idade adulta.Convenceu-a a amiga Maria Amélia Vaz de Carvalho. Depois nem a doença nem a cegueira impediram-na de continuar a escrever.

 

Viveu na Madeira durante muitos anos. Em criança viveu na Quinta das Cruzes com os seus avós.

 

 

Casou com Francisco João de Vasconcelos a 3 de Abril de 1896 de quem se divorciou aos 36 anos. O divórcio só foi tornado possível depois da proclamação da república através da lei de 3 de Novembro de 1910. Não voltou a casar, embora não lhe faltassem pretendentes.

Passou o resto dos seus dias a viajar entre Paris, Lisboa e Funchal.

 

 

Faleceu a 10 de Dezembro de 1945, na sua casa à Quinta Carlos Alberto, Rua do Jasmineiro, Funchal. Tinha 70 anos.

 

Ler artigo de Augusto de Castro, “Assim foi Luzia”

 

 

 

Bibliografia:

 

 

Rindo e chorando. Lisboa: Portugália, 1922.

 

Lições da vida: impressões e comentários. Lisboa: Portugália, s.d.

 

Sobre a vida…sobre a morte: máximas e reflexões. Lisboa: s.n., 1931

 

Cartas do campo e da cidade. 1923.

 

Cartas de uma vagabunda.

 

Uma Rosa de Verão: cartas de mulheres. 1940.

 

Almas e terras onde eu passei. Lisboa: edições Europa, 1936.

Ler conto: “Dias de revolução”.  

 

Os que se divertem: a comédia da vida. 

 

 

Bibliografia consultada:

 

CLODE, Luís Peter – Registo bio-bibliográfico de madeirenses: sécs. XIX e XX. Funchal: Caixa Geral de Depósitos, [1983]. P.251.

 

CONDE, José Martins dos Santos – Luzia: o Eça de Queiroz de saias. Portalegre: Edição do autor, 1990.

 

Das artes e da História da Madeira. Funchal: Sociedade de Concertos da Madeira. V.5, nº25 (1957), p.12-13.

 



[1] José Martins dos Santos Conde – Luzia: o Eça de Queiroz de saias. Portalegre: Edição do autor, 1990. p. 18

 

 



publicado por BMFunchal às 21:43
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