Domingo, 05 de Novembro de 2006

 

“ O trabalho é um médico celeste que

Deus abeira de nós nas enfermidades do

espírito, no sofrer do coração e que neste

derrama o precioso bálsamo extraído das

santas flores do Evangelho”

 

A justiça de Deus

 

 

 

Destacou-se nas letras madeirenses com a publicação de vários romances e novelas. Além disso foi jornalista.

A sua obra mais emblemática é, sem dúvida, “A Mão de Sangue”, recentemente reeditada pela editora madeirense Calcamar .

 

Nasceu no Estreito de Câmara de Lobos a 24 de Agosto de 1863.

Segundo CLODE 1983 começou por ser aprendiz de tipógrafo, tendo depois frequentado aulas no Liceu do Funchal.

Foi director e redactor de O Direito, jornal regional que teve início em 1857-1861 e depois de alguns anos de interregno voltou a circular (entre 1880 a 1909).

Desde a adolescência sofria de uma enfermidade que lhe tolhia os passos. Segundo GRAÇA; SANTOS 1991 “…a sua infelicidade era atenuada pela visita de amigos a quem ditava o que necessitava escrever.”

Embora se tenha destacado no romance, João Augusto de Ornelas também escreveu poesia. O poema “À morte” que aqui colocamos foi retirado do espólio de Florival de Passos, pelo que não faz referência à fonte.

Faleceu no Funchal a 11 de Julho de 1886, aos 52 anos.

Transcrevemos parte da notícia de "O Direito" de 21 de Julho desse ano.

 

Bibliografia:

A Arrependida: romance. [Funchal]: Tipografia do Direito, 1872

Maria: páginas íntimas. Lisboa: Tipografia Universal, 1873.

A mão de sangue. [Funchal]: Comércio do Funchal, [1874].

A Justiça de Deus: romance. Funchal: Tipografia do Direito, 1877

A Madeira e as Canárias. [Funchal]: Tipografia do Direito, 1884.

O enjeitado: romance original com uma carta-prefácio de M. Pinheiro Chagas. Porto: Empresa de Obras Populares Ilustradas, 1886.

 

 

Bibliografia consultada:

 

CLODE , Luís Peter – Registo Bio-Bibliográfico de Madeirenses: Séc. XIX e XX. Funchal: Caixa Económica do Funchal, [1983]. p.351.

GRAÇA, Freitas; SANTOS, Manuela – João Augusto d’ Ornellas (1833-1886). Girão.  Estreito Câmara de Lobos: G.D.E. Nº 6 (1991), p. 246-248.



publicado por BMFunchal às 00:36
Olá,

É boa a vossa iniciativa em dar a conhecer os escritores madeirenses. Mas, por favor,, no que respeita e este escritor, tenham em atenção a falta de coerência nas datas.

Continuação de um bom trabalho
Sara Viveiros a 13 de Junho de 2011 às 00:05

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