Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

No fundo somos todos iguais. A prova básica dessa igualdade, que tanto se discute, reside principalmente no cheiro comum. Se, em vez de discutirem, as pessoas se cheirassem julgo que muitos equívocos acabariam.

 

            Desastre nu: peça em quatro episódios. p.33

 

                

António Manuel de Sousa Aragão Mendes Correia nasceu a 22 de Setembro de 1921 em São Vicente.

 

Filho de Henrique Agostinho Aragão Mendes Correia e de Maria José de Sousa.

 

Frequentou o Liceu Jaime Moniz, a Escola Superior de Belas Artes e licenciou-se em Ciências Históricas-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

 

Através da sua escrita, participou em concursos nacionais e regionais. Em 1946 ganhou o 2º prémio dos Jogos Florais da Madeira com o poema: “Presentemente”.

Na pintura realizou, no continente e na região, algumas exposições.  

 

Desde 1972 até à década de 80 foi director do Arquivo Regional da Madeira, anteriormente designado Arquivo Distrital do Funchal. Fez parte da comissão directiva da Quinta das Cruzes, foi também professor da cadeira de História da Arte na Academia de Música e Belas-artes da Madeira

 

Casou com Estela Teixeira da Fonte.

 

Fez a ilustração da obra Canhenhos da Ilha, da autoria de Horácio Bento Gouveia. Ver algumas imagens [wmv]  524 KB.

 

Faleceu no dia 11 de Agosto de 2008.

 

 

 

Tem uma vasta obra publicada. Entre monografias e analíticos, a BMF possui deste escritor as seguintes entradas:

 

- Alguns tópicos para a classificação urbanística da Madeira. Islenha. Nº 9

Funchal: DRAC, Jul.-Dez.1991. P 21-31.

 

- A Madeira vista por estrangeiros: 1455-1700. Funchal : Secretaria Regional da Educação e Cultura. Direcção Regional dos Assuntos Culturais, 1981.

 

- António de Carvalhal Esmeralda «Aonio»: desconhecido e inspirado poeta madeirense que viveu na época de seiscentos: o mais antigo manuscrito de poesia insular que se conhece. Das artes e da História da Madeira. Funchal: Sociedade de Concertos da Madeira, 1964. p. 33-35.

 

-Desastre nu: peça de teatro em quatro episódios. Lisboa: Moraes, 1981.

 

- Um buraco na boca: romance. Funchal: Livros CF, 1971.

 

- O Museu da Quinta das Cruzes. Funchal: Junta Geral do Distrito Autónomo, 1970.

 

- Para a história do Funchal: pequenos passos da sua memória. Funchal: Direcção Regional dos Assuntos Culturais, 1979.

 

- Arquipélago: poesia. Funchal: Eco do Funchal, 1952. Ver autógrafos dos vários autores.

 

- Pelourinhos da Madeira. Funchal: 1959.

 

- Estabelecimentos culturais do Funchal. Panorama: revista portuguesa de arte e turismo. Lisboa: s.n., 1954. p. [48-49].

 

Ler alguns poemas [PDF] 652 KB

 

 

Além dos artigos nos periódicos regionais e do post de Nelson Veríssimo (passosnacalcada.wordpress.com/2008/08/12/antonio-aragao/) poderá ainda ler sobre este autor:

 

DIONÍSIO, Fátima Pitta – O Experimentalismo em António Aragão. Islenha. Nº20. p.12-20.

 

BERNARDES, Lília; FREITAS, Eduardo de – António Aragão: evocação equívoca da ilha. DN-Revista. Funchal: Diário de Notícias. (3 Mar. ) 1991. P. 6-7 (Entrevista a propósito de uma exposição de pintura, inaugurada no dia 5 de Março de 1991, na Galeria Porta 33)

 

 

Bibliografia:

 

CLODE, Luís Peter – Registo bio-bibliográfico de madeirenses: sécs. XIX e XX. Funchal: Caixa Económica do Funchal, [1983]. p.311.

Imagem de pequena colectânea recolhida por Florival de Passos. Não há indicações da fonte.

 

 

 

 

 



publicado por BMFunchal às 10:25
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