Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Retomando os artigos deste blogue (temporariamente inoperativo por motivos alheios à nossa vontade), gostaríamos de falar sobre uma doação que nos foi feita por Elin Ström da Universidade de Oslo.
Segunda a autora, esta partilha nasce do intuito não só de divulgar mas principalmente de possibilitar outros trabalhos de investigação futuros.
Aqui fica o agradecimento público pela doação que se encontra nesta biblioteca e poderá ser consultado no horário habitual.
Eis a introdução feita pela própria:

 

 

Jens Rathke

Jens Rathke (1769-1855) was a Norwegian naturalist. In the autumn 1798 he arrived in Funchal where he staid until May the following year. His task was to collect plants for the Danish botanist, Professor Martin Vahl.
In 1810 Jens Rathke was professor in zoology at the University in Copenhagen, but in 1813 he went to the new Norwegian university in Christiania (today Oslo) as professor in zoology. He is known as the founder of the botanical garden in Oslo.
Some years ago Rathke’s notebooks from Madeira were found by his papers in the National Library in Oslo. They are now transcribed, edited to be a continuous story and has been translated into English.
To make Rathke’s story more understandable, several footnotes and a short historical supplement have been added.
To learn about the Madeira history, I had to read books in Portuguese, which is difficult for a Norwegian without knowledge in the language. It is therefore of importance that all sorts of misunderstandings can be corrected by those who really know the history of Madeira.

 

 

 



publicado por BMFunchal às 14:42
Segunda-feira, 21 de Março de 2011

                POEMAS ZEN

 

Para poder caminhar através do infinito vazio

a vaca de aço deve transpirar.

*

A verdade é como um tigre que tivesse muitos cornos,

Ou então como uma vaca a que faltasse o rabo.

*

De tarde o galo anuncia a aurora,

Brilha o sol vivamente à meia-noite.

*

As palavras não fazem o homem compreender,

É preciso fazer-se homem para entender as palavras.

*

Se tirares água, pensarás que as montanhas se movem;

Se levantares o véu, verás a fuga das falésias.

*

Cantam à meia-noite os galos de madeira,

E os cães de palha ladram para o céu límpido.

*

Se acaso vires na rua um homem iluminado,

Não o abordes com palavras, não o abordes com silêncio.

*

Conduz o teu cavalo sobre o fio de uma espada,

Oculta-te como puderes no meio das chamas.

*

Há tantos anos vive o pássaro na gaiola

Que pode hoje voar por entre as nuvens.

*

Quando o peixe se move, turvam-se as águas;

Quando o pássaro voa, uma pena.

*

No fundo das montanhas está guardado um tesouro

para aquele que nunca o procurar.

*

As colinas são azuis por elas mesmas;

Por elas mesmas, brancas são as nuvens.

*

Sentada calmamente sem coisa alguma fazer,

Aparece a primavera, e cresce a erva.

*

Os rochedos levantam-se no céu,

O fogo brilha no fundo das águas.

*

Colhe flores, e as tuas vestes ficarão perfumadas;

Tira água, e a lua estará nas tuas mãos.

*

O vento pára, as flores caem, um pássaro canta

- a montanha conserva o seu mistério.

 

 

 

HELDER, Herberto - Poesia toda. Lisboa: Assírio e Alvim, 1981. p.261-262



publicado por BMFunchal às 13:34
Quinta-feira, 17 de Março de 2011

Porque existimos estamos no facebook, mas esperamos não estar unicamente porque existimos.

 

Venha conhecer-nos melhor. Deixe o seu comentário. Converse connosco. Deixe a sua sugestão

 

  http://www.facebook.com/profile.php?id=100002157206858

 

 

 

 



publicado por BMFunchal às 13:31
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

No passado dia 11 de Fevereiro, a Biblioteca Municipal do Funchal (BMF) teve o prazer de receber a visita dos alunos do Externato São João.

 

À semelhança do que tem sido feito em situações análogas, fez-se a visita guiada às instalações da BMF, sensibilizando as crianças para a importância de uma biblioteca, os serviços que nela se encontram, o contributo que ela pode dar à sociedade, não só como espaço de leitura como também espaço lúdico, didático e social.

Posteriormente, segui-se a apresentação de um conto.

 

Desta feita, a hora do conto contou com a colaboração do animador Sérgio Gomes que fez a leitura  do livro O João e a floresta de betão.


Após a leitura, os alunos foram convidados a lanchar, na sala polivalente do Centro Comunitário do Funchal (CCF).

 

Aproveitamos para publicamente agradecer a participação calorosa do CCF, na pessoa da sua diretora Fernanda Pereira.

 

 

Finalizou-se a actividade da forma que as crianças mais gostam: com brincadeira!

 

 



publicado por BMFunchal às 16:44
Terça-feira, 08 de Fevereiro de 2011

 

 

Este ano o Prémio Literário Edmundo de Bettencourt é dedicado à poesia.

Os poemas, inéditos, devem ser escritos em língua portuguesa.

O prazo de envio dos originais a concurso é 30 de Abril, estando prevista

a divulgação dos resultados até ao dia 29 de Maio de 2011.

 

O regulamento do Prémio Literário Edmundo de Bettencourt  já está em linha.

Leia aqui:

http://www1.cm-funchal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=235&Itemid=295

 



publicado por BMFunchal às 09:25
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Aproveitamos para informar que estaremos encerrados nos dias

23(a partir das 12.30),24,25,26,31,1 e 2.



publicado por BMFunchal às 17:25
Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

No dia dos 75 anos da morte do autor

 

 

Se, depois de eu morrer...

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.

                                         Alberto Caeiro



publicado por BMFunchal às 10:24
Segunda-feira, 04 de Outubro de 2010

 

Bandeira da revolução

 

 

 

ABREU, Jorge de - A revolução portuguesa:o 5 de Outubro. Lisboa:Casa Afredo David,1912.



publicado por BMFunchal às 15:42
Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

 

 

Recebemos pelo correio o recorte de um artigo do New York Times acerca da animação nocturna na Madeira. Poderá lê-lo em suporte papel na nossa biblioteca e em suporte digital aqui:

 

http://travel.nytimes.com/2010/07/11/travel/11Madeira.html?pagewanted=1&sq=Madeira&st=cse&scp=1

 

Ao remetente anónimo, os nossos agradecimentos.

 



publicado por BMFunchal às 09:43
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010



publicado por BMFunchal às 09:45
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